O padeiro
Meu nome é João, tenho 11 anos, sou filho de padeiro. Meu dia começa bem cedo pois tenho que ajudar meus pais a fazer pão, para podermos ganhar dinheiro para sobreviver. O sonho do meu pai é um dia ter uma casa na cidade grande, mas falta bastante.
Um dia quando estava cozinhando com meu pai, minha mãe apareceu gritando:
- Venham rápido!
Quando fui ver, meu irmão havia adoecido. Meses depois ele morreu e levou meus pais junto, pois não conseguiram superar. Fui o único que sobreviveu. Tive que continuar a minha vida.
Anos depois eu continuei com o trabalho da família, sempre trabalhando muito, mas o dinheiro nunca sobrava. Continuo trabalhando para um dia realizar o sonho do meu pai.
(Raphael, 6° ano)
A garota e a música
Um belo dia eu nasci, uma criança linda com olhos brilhando de esperança. Eu recebi o nome de Luana.
Passaram-se muitos anos e cresci sendo uma menina maravilhosa, tinha uma imensa bondade no coração, assim como meu pai. Tive uma infância maravilhosa ao lado dele, brincando e me divertindo. Meu pai teve um sério problema de saúde que ao consultar o médico descobriu uma doença sem cura. Comecei a chorar e a cantar para distrair minha solidão. Resolvi passar estes últimos dias ao lado do meu pai da melhor forma possível.
Foi quando meu pai faleceu. Chorei bastante e gritei, não conseguia me conformar. Fiquei completamente solitária, pois minha mãe já havia morrido. Eu voltei a cantar e a escrever toda minha dor.
Eu cantava e escrevia porque a música me trazia ótimas lembranças que me consolava para entender o que aconteceu com meu pai era normal. Eu escrevia letras de música que costumávamos cantar juntos. Uma das frases era: "Que seja eterno enquanto dure" e "A dor é inevitável, o sofrimento é opcional".
(Luciana, 6° ano)
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