quinta-feira, 27 de março de 2014

E agora, José?

Inspirado no poema "E agora, José?", de Carlos Drummond de Andrade.



                                                               E agora?

             Eu sou José, um homem que um dia deixou acontecer, sem perceber, que o tempo passa. Que um dia teve palavras e não soube aproveitá-las. Um homem que só falava, mas não cumpria o que dizia. Eu dizia que amava o sol, mas quando ele raiava, procurava a sombra das árvores e telhas para me esconder.
             Dizia que amava a chuva, mas ao ver uma gota originada das nuvens era o primeiro a me esconder. Dizia que amava os animais, mas ao me deparar com uma inocente formiga fazendo apenas seu trabalho, eu a matava.
             Hoje me arrependo de ter usado tantas palavras desnecessárias, que seja um simples murmuro. Nesta carta venho apresentar a mim, as palavras que não sei mais falar.

                                                     (NICOLE, 7° ano)


                                                       José: sua carreira

             Quem foi José? José foi um cara que veio de uma família muito pobre, que passou necessidade  até os 13 anos de idade, que começou a trabalhar para ajudar em casa. Era de um bairro ruim.
             Ele estudava em uma escola pública da cidade. As aulas de Português eram as favoritas de José. A professora Bianca foi quem descobriu seu talento, pois quando havia aulas de redação, José era o melhor sempre.
             Porém, com poucas expectativas e um trabalho ilegal, José perdeu as esperanças. Até que um dia conheceu Flora; a filha do prefeito da cidade. No começo eram apenas amigos, mas hoje completam-se meses. Foi Flora quem deu esperanças renovadas. Ela além de amiga e namorada, era sua empresária. E foi assim que José conseguiu crescer profissionalmente. Com a ajuda de sua mulher Flora Drummond.

                                                       (DUDA, 7° ano)

domingo, 23 de março de 2014

"A dor é inevitável, o sofrimento é opcional." (Carlos Drummond de Andrade)

                                                              O padeiro

          Meu nome é João, tenho 11 anos, sou filho de padeiro. Meu dia começa bem cedo pois tenho que ajudar meus pais a fazer pão, para podermos ganhar dinheiro para sobreviver. O sonho do meu pai é um dia ter uma casa na cidade grande, mas falta bastante.
          Um dia quando estava cozinhando com meu pai, minha mãe apareceu gritando:
           - Venham rápido!
          Quando fui ver, meu irmão havia adoecido. Meses depois ele morreu e levou meus pais junto, pois não conseguiram superar. Fui o único que sobreviveu. Tive que continuar a minha vida.
          Anos depois eu continuei com o trabalho da família, sempre trabalhando muito, mas o dinheiro nunca sobrava. Continuo trabalhando para um dia realizar o sonho do meu pai.

                                                      (Raphael, 6° ano)
   
                                     
                                                        A garota e a música

         Um belo dia eu nasci, uma criança linda com olhos brilhando de esperança. Eu recebi o nome de Luana.
         Passaram-se muitos anos e cresci  sendo uma menina maravilhosa, tinha uma imensa bondade no coração, assim como meu pai. Tive uma infância maravilhosa ao lado dele, brincando e me divertindo. Meu pai teve um sério problema de saúde que ao consultar o médico descobriu uma doença sem cura. Comecei a chorar e a cantar para distrair minha solidão. Resolvi passar estes últimos dias ao lado do meu pai da melhor forma possível.
         Foi quando meu pai faleceu. Chorei bastante e gritei, não conseguia me conformar. Fiquei completamente solitária, pois minha mãe já havia morrido. Eu voltei a cantar e a escrever toda minha dor.
         Eu cantava e escrevia porque a música me trazia ótimas lembranças que me consolava para entender o que aconteceu com meu pai era normal. Eu escrevia letras de música que costumávamos cantar juntos. Uma das frases era: "Que seja eterno enquanto dure" e "A dor é inevitável, o sofrimento é opcional".
     
                                                     (Luciana, 6° ano)

sábado, 15 de março de 2014

                                                        Um amor maléfico

            Um dia a deusa da natureza, chamada Clara, estava em seu palácio com seus funcionários e o apaixonante rei. Clara era apaixonada por José, o rei, que também era apaixonado por ela. 
            Depois de se casarem a deusa descobre que está grávida. José promete tudo à ela: suas riquezas, seu amor. Meses depois ela tem seu filho, chamado de Felipinho. Só que Clara não estava feliz nem com o filho e nem com o casamento. Mesmo sendo apaixonada pelo rei, ela era má.
            Quando ela teve seu filho José ficou muito feliz. Um dia Clara jogou um feitiço sobre Felipinho, dizendo que este jamais se apaixonaria e que nunca seria feliz. Mas seu marido desejava toda felicidade do mundo para ele, incluindo sua mulher, pois dizia que era o homem mais feliz da Terra por estar ao lado de Clara, que era linda. Ela falava o mesmo para ele, entretanto era tudo mentira. 
           Quando o filho cresceu virou um belo rapaz, mas não era feliz e não conseguia se apaixonar por ninguém. Um dia sua mãe estava muito irritada, brigou com José e disse ao filho que iria matá-lo. Felipinho ficou muito assustado. Passaram-se muitos dias e nada aconteceu. O rapaz já tinha esquecido das palavras ditas, mas a mãe não, pois ela tinha esta intenção. 
           O casal estava passando por momentos difíceis, brigando muito. Em uma madrugada quando todos estavam dormindo, Clara matou o marido. Ao amanhecer ela fingiu desespero, mas seu filho estava desconfiado que havia sido a mãe. Clara mais uma vez ameaça o filho, dizendo que faria o mesmo com ele. Este, por sua vez, não acreditava, não sabia se teria coragem.
           E Clara realmente faz o mesmo com seu filho. Por fim ficou sozinha, sem filho e sem marido. Dizia que seria mais feliz sozinha, o que não aconteceu. Ela teve tudo, toda riqueza, mas não teve a felicidade. Quando não se tem felicidade não tem porque estar vivo. Ela não tinha amigos e vivia no palácio em completo vazio. 
            Assim ela viveu por muitos anos. Um dia ela tomou uma decisão em que resolveu se matar. E assim o fez. Todos no palácio ficaram desesperados. Alguns ficaram tristes, outros felizes, pois ficariam com joias e muito dinheiro. E assim teve fim a família do palácio.

                                                   (Lara, 8° ANO)



                                                         Quase impossível

          Em um  dia de muita chuva, Alice, a deusa das flores, estava correndo em busca de um telhado, pois estava chovendo muito e ela havia passado o dia todo no "Jardim flor", sua segunda casa. Lá cuidava das suas flores  que localizava-se próximo ao "Tormentis", onde Paulo treinava seus relâmpagos e raios. Alice era apaixonada por ele desde que começou a plantar suas flores e Paulo também era apaixonado por ela, mas ambos não sabiam.
        A mãe de Alice, Clarabel, deusa dos feitiços, não queria que ela amasse ninguém, pois ela matou o próprio marido com seus feitiços. Clarabel achava que Juseus, pai de Alice, tinha a traído e assim o matou.
        Alice ficou debaixo de um telhado esperando a chuva passar, quando de repente a porta se abre. De repente aparece um garoto alto, bonito, forte.  Quando Alice olha direito percebe que é Paulo. Como assim Paulo? Essa era a casa do pai que estava de viagem, no entanto, o filho ficou cuidando da casa.
        Paulo observa e vê Alice toda molhada, tremendo e a chamou para entrar até a chuva acalmar. Insistiu até que ela dissesse sim. Eles entraram e fizeram um lanche. Alice viu algumas pulseiras com flores lindas e perguntou porque ele tinha tantas. Paulo disse que era da sua mãe, ex- deusa da fofura. Ele deu uma pulseira para ela e disse que era especial para ele. Alice ficou muito sem graça e agradeceu por tudo mas tinha que voltar para casa. Combinaram de se ver novamente.
        No dia seguinte a mãe dela perguntou quem havia dado a pulseira para ela. A filha disse que foi Paulo e confessou que estava apaixonada.  Clarabel estava surpresa, mas teve de aceitar, afinal não queria proibi-la. Mas disse para Paulo que se ele machucasse a filha iria pagar por isso. E por experiência própria...
        Durante a semana eles se viram e almoçaram juntos. E foi em um destes dias que Paulo beijou Alice. Depois ele a pediu em namoro e ela aceitou. Clarabel gostou muito de Paulo e o mesmo com seu pai. E assim continuaram.

                                                        (Sol, 8° ANO)
* Produção textual de 26/02

terça-feira, 11 de março de 2014

A garota e o casamento


                                                   (Monalisa, de Leonardo da Vinci)

          Há muitos anos atrás nasceu uma menina com um sorriso discreto, tímida, repleta de tristeza e felicidade. Seus pais chamaram-na Monalisa. Lisa era herdada da família de sua mãe, Lorena Lisa, e seu pai, um famoso comandante de guerra.
          Em sua época, as mulheres não podiam ter opinião própria no que se refere ao casamento. Os pais escolhiam seus maridos e muitas vezes não eram de seu gosto, mas mesmo assim, eram obrigadas a se casarem.
          Mona cresceu e adquiriu sentimentos próprios, vontades. E determinou-se a casar com quem quisesse. Mas no dia em que completou 20 anos, seu pai a apresentou a Leonardo da Vinci, do reino ao lado. Como já tinha dito aos pais; casaria com o homem de sua escolha. Mas como eles não a ouviram, marcaram o casamento para dois meses depois. E lá estava ela no altar.
         Antes do sim, lembrou de quando tinha 15 anos. Quando teve seu primeiro namorado, escondido de sua família, pois Migué da Vinci era filho de empregados. Eles se apaixonaram, pois tinham um sonho em comum: pintar.
         Depois voltou a realidade, pois o padre já havia perguntado pelo "sim" pela quarta vez. Antes que Monalisa pudesse dizer qualquer coisa, Migué da Vinci entrou com seu cavalo e disse:
        - Pare este casamento!
        Mona saiu correndo do altar, montou no seu cavalo e fugiu com o seu amor para Londres. O pai espalhou guardas pelo mundo para encontrá-la, porém como já tinha 20 anos, mandava em si mesma.
       Juntos, Monalisa e Migué, viraram grandes artistas. Gostavam de pintar pessoas e retratar nelas seus sentimentos. Um dia decidiram pintar um ao outro. Migué pintou Mona e esta pintou Migué. Após alguns anos, Migué descobriu que tinha uma doença séria e os médicos disseram que era incurável. Uma semana e ele se foi, tão novo e cheio de esperança. Monalisa pegou a pintura que tinha feito dele e colocou em cima de seu caixão, como homenagem a ele.
       O tempo passou e ela se sentia cada vez mais sozinha. A tristeza e o medo tomaram seu coração. Até pensou em voltar para casa, mas lembrou que seria obrigada a se casar. Então se matou, restando apenas um quadro mostrando sua tristeza e sua felicidade.
       Depois de anos, seu quadro foi exposto em um museu famoso. Seus olhos te olham para qualquer lugar, pois Monalisa tenta encontrar a verdadeira felicidade em alguém.

                                                  (Christal, 7° ano)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Monalisa

                                                  (Monalisa, de Leonardo da Vinci)

Gioconda Monalisa

          Paris, dia 22 de agosto de 1500. Este foi o dia em que tudo aconteceu. Gioconda estava em um passeio de barco com Pablo Picasso que adorava o seu  jeito tímido, porque ao mesmo tempo, era sedutor e atraente. Pablo decidiu fazer um quadro do rosto de Gioconda Monalisa, porém não deu certo.
          Após Pablo tentar fazer a pintura, ele buscou Monalisa, pois queria vê-la novamente. Ao encontrá-la mostrou a beleza de Paris, o que a atraiu muito. Só que alguns anos depois Paris estava em guerra, fazendo Pablo ir para um país mais calmo. Ele escreveu uma carta dizendo:
          "Nunca mais verei você Gioconda por causa desta guerra estúpida que separa muitos amores. Tente me enviar uma carta dizendo coisas bobas e tímidas para acalmar-me, pois gosto do seu jeito sedutor. Assinado: Pablo Picasso"
          Quando Monalisa leu a carta, sua timidez desapareceu e foi atrás de Pablo. Fugiu de seu lugar seguro e foi para uma verdadeira guerra. Uma guerra contra a solidão e os sonhos. Mas não conseguiu. Seus pais nunca deixaram- na partir. Só que persistente, Gioconda conseguiu chegar até Pablo. Só que quando finalmente estava cara a cara com ele, uma menina de cabelos ruivos gritou:
          - Gioconda!
          Uma bomba explodiu, deixando mortos e feridos, inclusive Gioconda. Por sorte Pablo não morreu. Alguns anos depois, Picasso conheceu Leonardo da Vinci que pintou exatamente o rosto da amada Monalisa. 

                                                          (PIETRA, 7° ANO)


                                                               La Gioconda

          La Gioconda ou Monalisa nunca existiu. Ou será que sim? Porém o quadro não a retrata totalmente, pois Leonardo da Vinci, "criou" Monalisa para significar o universo, os dois lados, observando o mundo, observando a vida, a morte, o ruim, o bom, a felicidade e a tristeza, o homem e a mulher.
          Da Vinci depois de passar anos buscando inspiração, sentou- se à beira de sua janela e observou até onde seus olhos alcançavam. Ao sair de lá começou a idealizar tudo o que há de bom, mas também o que há de ruim. Começou a pintar. De um lado idealizou a beleza de uma linda mulher e a pintou. Porém, colocou um aspecto ruim: as sombras, as trevas. Além disso, pintou a vida, as árvores. Assim atingiria o contraste de tristeza e felicidade. Do outro lado a morte reinou sobre ela. Na mulher há aspectos masculinos, tendo a outra metade como homem e nele está um leve e acentuado sorriso. Além de o lado masculino ter uma pequena elevação. 
           Ao finalizar, Leonardo deixou todas as emoções fluírem livremente. Agora estava entendendo sobre tudo, estava claro! O segredo de ter o extremo; felicidade, vida... É saber manuseá-las, saber deixar as emoções na pura metade, assim como existe o ying e yang, bom e ruim, vida e morte, tem de haver o ruim vivendo ao lado do bem para manter o equilíbrio. E assim, foi criado um grande enigma, a base do equilíbrio.
                                            
                                          (JOÃO PEDRO DE M. ZUZZI, 7° ANO)

* Produção textual de 17/02