quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Texto narrativo. Tema: As dualidades do ser humano
Leia o poema "Traduzir-se", de Ferreira Gullar. 


Um fato que faz todos os meus erros

        Acordo pensando se de fato estou fazendo a coisa certa, sabendo que sempre acabo cometendo "besteiras". Minha autoestima sempre está baixa, pelo menos nesses últimos dias. Eu sei que uma parte de mim acredita que tudo vai passar e que nada me atingirá mais. 
        Sei que a outra parte de mim pesa, porque sabe e intui que a outra nunca vai acontecer. E sei que no fundo dos meus pensamentos há algo me dizendo para seguir minha vida e não pensar nisso. 
        As pessoas me perguntam porquê sou fraca com essas coisas e me "zoam" por vários motivos. Agora eu me pergunto: Por que sou assim? Por que sou tão fraca com essas coisas? Por que não consigo levar minha vida à frente, enquanto ando de lado?

                                                         (JULIANA, 9° ANO)


Segredos

         Ela acordou no meio da madrugada, lembrando- se de tudo o que aconteceu na noite anterior. O ar da noite estava frio e arrepiante. Tessa caminhou descalça até o espelho que ficava na cômoda de seu quarto. Seu cabelo estava solto em seus ombros , seus olhos grandes e amendoados carregavam tristeza e mágoa.
         Tessa perguntava se tudo o que Arya tinha lhe dito era verdade. Elas sempre foram melhores amigas, havia de confiar nela. Mas a cada vez que pensava nisso, ela ficava ainda mais confusa. Arya tinha pedido à Tessa para encontrá- la na ponte, onde sempre iam juntas.
         Quando chegou sentiu a amiga hesitar. Tessa ficou assustada, não era comum ver Arya assim como se estivesse escondendo algo.  Arya disse que não pretendia mais vê- la. Disse que estava correndo perigo, mas não poderia explicar, pois seria melhor que Tessa se afastasse. 
         Tessa voltou a realidade e estava em frente ao espelho novamente. Ela sentiu raiva pela amiga não confiar o bastante nela, mas também sentia- se culpada por talvez estar sendo injusta com Arya. Ela caminhou de volta para a cama e caiu no sono. 

                                                             (GIULIA, 9° ANO)

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