segunda-feira, 2 de junho de 2014

Muitas perguntas, poucas respostas

    "Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa? Quero antes afiançar que essa moça não se conhece senão através de ir vivendo à toa. Se tivesse a tolice de se perguntar "quem sou eu?'' cairia estatelada e em cheio no chão. É que "quem sou eu?" provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto." 
(Clarice Lispector, em: A hora da estrela)

                Aline, uma jovem moça questionadora, é órfã de pai. Dia após dia se sente incompleta. Tem muitas perguntas e poucas respostas. Não entende nem o sentido da vida. Para que vivemos? Quem realmente somos? Não como nos mostramos para os outros ou como somos vistos.
           Será que vivemos para tentar passar nossas melhores impressões e mostrar ao mundo o quanto somos felizes? Ou para tentar aproveitar da melhor forma possível nossa breve passagem, sem ter de nos importarmos com o que as pessoas pensam de nós? Estamos nesta luta para fazer a diferença ou apenas marcar a vida de alguém de forma inesquecível?
           Por enquanto, para a jovem órfã, a vida continua sendo uma constante busca pelas respostas. Que talvez, um dia, sejam respondidas.

                                  (Gabriella, 9° ano)

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