segunda-feira, 30 de junho de 2014

Um grande motivo

Gênero: Texto teatral      

             Entra Roberto na cena pulando corda:
             - Um, dois, três, quatro... quatro, três, dois, um...
             Maria chega desesperada:
             - Robertoooooooo! Você precisa me ajudar!
Roberto: - Meu Deus, que desespero criatura! O que foi?
Maria:    - Você não vai acreditar! A Genoveva fugiu.
Roberto: - Como assim? O que é isso?
Maria:    - Minha formiga, acredita? Ela veio correndo aqui para o jardim. Ela estava prestes a se casar com seu Dorival. Ela fugiu do casamento.
Roberto: - Não acredito nisso! Estava quase batendo meu recorde no pula- corda, mas se ela fugiu deve ter tido algum motivo, certo?
Maria:    - Não sei, será que ela é contra o seu próprio casamento? 
Roberto: - Quem tem que saber é você. Mas vou te ajudar a procurar para você parar de encher meu saco! Como é sua formiga?
Maria: - Não sei muito, ela era avermelhada, mas meu sonho desapareceu quando acordei.
Roberto (espantado): - Sonho?
Maria: - Pois é...
Roberto: - Não acredito que fiquei meia hora ouvindo isso e perdendo tempo!
Maria: - É por uma boa causa, pode acreditar!
Um grupo de pessoas entra em cena e grita:
Grupo: - Surpresa!!!
Roberto: - Não acredito (fala emocionado).
E todos  continuam curtindo a festa surpresa.

                                           (Ana Cecília, 8° ano)

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Preconceito

Texto dissertativo-argumentativo
Tema: Preconceito

          O preconceito existe há muito tempo. Na própria História houve muitos casos, como na Revolução Industrial em que as mulheres lutaram por melhores condições de trabalho e o direito ao voto, pois apenas os homens podiam votar.
          No Holocausto, na segunda guerra mundial, onde o motivo de tanta matança foi o preconceito, Hitler e seus aliados foram responsáveis pela morte de 6 milhões de judeus, negros, homossexuais e de pessoas que iam contra o nazismo. Ainda existiu também o grupo Ku Klux Klan que perseguia negros o os espancava.
          Na atualidade, existem também vários casos de preconceito. Um deles com imigrantes. Nos Estados Unidos, há muitos casos de preconceito com os mexicanos que lá moram e também, na maioria dos lugares, há desrespeito pelas diferenças sociais.
          O preconceito não será erradicado pela sociedade. São pequenas coisas que fazemos, que aos poucos, torna-se muito bom. O princípio básico é não se irritar com ofensas. A sociedade também pode ajudar, como a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho e estimulá-las ao crescimento. Assim, pode-se viver melhor e libertar o mundo do preconceito.

                                                 (Ana Júlia, 8° ano)

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Muitas perguntas, poucas respostas

    "Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa? Quero antes afiançar que essa moça não se conhece senão através de ir vivendo à toa. Se tivesse a tolice de se perguntar "quem sou eu?'' cairia estatelada e em cheio no chão. É que "quem sou eu?" provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto." 
(Clarice Lispector, em: A hora da estrela)

                Aline, uma jovem moça questionadora, é órfã de pai. Dia após dia se sente incompleta. Tem muitas perguntas e poucas respostas. Não entende nem o sentido da vida. Para que vivemos? Quem realmente somos? Não como nos mostramos para os outros ou como somos vistos.
           Será que vivemos para tentar passar nossas melhores impressões e mostrar ao mundo o quanto somos felizes? Ou para tentar aproveitar da melhor forma possível nossa breve passagem, sem ter de nos importarmos com o que as pessoas pensam de nós? Estamos nesta luta para fazer a diferença ou apenas marcar a vida de alguém de forma inesquecível?
           Por enquanto, para a jovem órfã, a vida continua sendo uma constante busca pelas respostas. Que talvez, um dia, sejam respondidas.

                                  (Gabriella, 9° ano)