Era uma vez, em um lugar tão tão distante (chega de bobeira). Era em Paris. Então vamos começar; lá em Paris, tinha uma criança muito humilde que se chamava Leonardo. Ele adorava desenhar, mas não era qualquer desenho: desenhava maravilhosamente bem. Leonardo teve a ideia de virar desenhista profissional. Até porque, em Paris, essa era uma profissão muito concorrida.
Depois que ficou famoso, ele já estava participando de concursos, e um desses o fez pensar no desenho que faria. Na hora em que foi dormir, sonhou com um quadro de uma mulher, ou homem, ele não lembrava direito. Mas só conseguia pensar em como exatamente desenharia essa figura.
Leonardo já estava com um rascunho e já ia desenhar o homem ou mulher, acho que já disse que ele não lembra. Ele foi para o concurso levando o quadro e adivinha? Ele venceu, é claro! Entretanto, ficou muito intrigado com a imagem que sonhara e havia desenhado.
Passou anos e anos à procura da pessoa retratada que atormentava sua mente. Mas nem com tanta procura descobriu quem era. E assim foi o resto de sua vida, dentro de um quarto, pensando em quem era esse homem ou mulher.
(FERNANDA; 6º ano)
Textos dos alunos do 6° ao 9° ano do Instituto Dominus de Educação Búzios-RJ. Porque alunos se ligam em ideias e palavras!
terça-feira, 29 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
O comercial da pasta de dente
Eu o odiava. Duvido que na história possa ter havido alguém que odiasse tanto outro alguém como eu o odiava. O homem do comercial da pasta de dente. Era patético, um homem atlético e bonito com dentes tortos que graças à pasta de dente mágica enviada por seres divinos, tem seus dentes consertados e conquista o coração da bela moça.
Por anos eu nutri um ódio animalesco pelo modelo que fazia a maldita propaganda, mas algo me intrigava com relação a ele: seriam seus dentes tortos ou "brancos como folha A4", como a propaganda adorava exibir?
A resposta para o meu questionamento veio em uma tarde nublada de outono. Estava aguardando minha vez de ser atendida no consultório do Dr. Felipe, meu dentista, quando avistei o meu inimigo de todos os intervalos. Senti uma vontade imensurável de confrontá-lo, dizer a ele o quanto que o comercial era ridículo. Mas me contive ao perceber o objeto que estava em sua mão; reconheceria a divina pasta em qualquer lugar.
Acho que o encarei tempo o suficiente para ele perceber que estava sendo observado, pois sorriu de volta para mim. O mesmo sorriso do final do comercial. Finalmente entendi o porquê da bela moça sempre ficar com ele no final de tudo.
ALICE; 9º ano
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