quinta-feira, 29 de maio de 2014

MÁRIO QUINTANA

Homenagem a Mário Quintana, o poeta das coisas simples.
Poema "Certezas".

Poema "O tempo".


As três Marias... ou duas?

     
                                                        (Manet, quadro "O balcão")

       Eram três irmãs, as três Marias, que moravam em um castelo enorme, pois seus pais eram o rei e a rainha de Paris. As três eram muito unidas, tudo o que faziam eram juntas. O problema é que desde que elas tinham quatro anos de idade, os pais não as deixavam mais sair para brincar no "Parque Flor", pois o reino começou a ser invadido por uns "cavaleiros de preto".
       Tudo começou a ficar perigoso e para que elas não se machucassem eles tiveram de proibi-las de sair do reino. Elas nunca mais saíram desde este dia... As três Marias já fizeram 17 anos e queriam sair para explorar e lembrar como era estar ao ar livre.
      Tentaram sete vezes escapar pela cozinha e não conseguiram. Foram tentar pelo balcão de seu quarto; uma delas pulou e caiu no jardim, as outras duas não conseguiram pular a tempo, porque viram uns homens de capa preta atrás dela. As duas Marias ficaram desesperadas e de repente, o mordomo as agarra e pede para não pularem, pois estavam novamente invadindo o reino.
      Nos 10 minutos seguintes, as duas, foram procurar a irmã. Mas onde? Ela não estava mais lá. A procuraram por meses e nenhum sinal. Passaram anos e o rei as vigiava o tempo todo. Ele queria o bem delas. Depois disso tudo, as irmãs não ficaram tão unidas.
      Percebam na pintura de Édouard Manet, lá atrás, o mordomo. A rainha sempre suspeitou, sempre achou que este fosse parte do grupo "os cavaleiros de preto". Ele sempre veste roupas pretas e se esconde de fotografias de família. Bom, deixo isso com vocês, leitores!

                                                    (Sol Alonso, 8° ano)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A beleza

Os pássaros cantavam. As flores desabrochavam. A manhã estava toda perfumada. Um pescador voltava para casa descalço, com a rede cheia de peixes brilhantes.

                                                          A beleza

        Um dia Lola, uma empresária bem sucedida, decidiu fazer uma viagem de férias e partiu rumo a um lugar calmo e lindo. Ao chegar, resmungou dizendo o quão sem graça era o lugar. Entrando no hotel pensou em checar suas redes sociais, quando deparou-se com a seguinte frase: *"Se não houver frutos valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente".
        Surgiu-na a ideia de fazer um perfume exótico, com flores nunca usadas. Lola preferiu adiantar sua volta para a cidade  e começou a por em prática sua pesquisa, descobrindo que a flor principal só seria encontrada na cidade pela qual havia se hospedado a pouco tempo atrás.
        Anos se passaram e Lola, que um dia era jovem, tornou-se mais experiente. Seu perfume não saiu como esperado pela ausência da mais bela e perfumada flor. Ao murmurar dizendo o quão sem graça era o lugar, não percebeu que na pequena praia ao lado existia um homem feliz, farto, com a rede cheia de peixes. Não notou que na árvore mais próxima, os pássaros, num ninho, assobiavam de alegria, pois saía de um ovo um passarinho cheio de vida.
        Na internet, uma nova frase a fez pensar: "Que saibamos aproveitar as coisas como elas são, pois muitas vezes, elas passam despercebidas". Após este dia, ela pôde pensar em si mesma e não em agradar aos outros. Passou a olhar as coisas sob um novo ângulo e percebeu o quanto tinha vida em coisas tão simples. Como o olhar daquele pequeno cachorrinho que passeava de alegria com o dono por perto.
       São essas pequenas coisas que realmente importam, afinal; "Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente".

                                                     (NICOLE, 7° ano)

Texto produzido no bloco de atividades.
* Frase do escritor Henfil.